Envelhecer…

É impressionante como uma criança e um idoso são tão semelhantes: na dependência, nas birras e na ternura.

Mas a criança tem a “tábua rasa”, com toda uma vida que os adultos querem que seja o mais preenchida, um idoso tem toda uma vida preenchida que os adultos esvaziam com a falta de importância que lhe dão.

Tenho uma avó com 94 anos, que passou por uma guerra lá ao longe e uma ditadura bem de perto. Sofreu a ausência de comida, nunca soube o que era a escola e trabalhou junto dos homens nos campos duros do Alentejo. Foi padeira, foi ama, foi vendedora no mercado. É mãe, é avó, é bisavó. Tomou decisões certas e muitas erradas, ganhou e perdeu. 

Tem uma história de vida incrível como muitos outros idosos no nosso país. E mesmo assim ainda há quem não os queira ouvir, quem não lhes queira tratar a solidão e simplesmente estar com essas pessoas, que tanto nos deram. Velhos são os trapos ou os velhos são trapos?

Respeitem os vossos velhinhos, têm a noção que também caminhamos para lá, certo?

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