The mini bar is back

Quando era pequenina lembro-me de ser algo (bastante) observadora acerca do comportamento das pessoas ao meu redor. Um exemplo que me chamava a atenção era quando visitava casas de familiares ou amigos dos meus pais e como os anfitriões tinham o sentido de mostrar e chamar a atenção para as suas últimas aquisições, de uma forma que dizia “olha o que eu já tenho e tu ainda não”. Os anos 80/90 foram grandes momentos na história do consumo em Portugal. Foi uma boa altura para crescer, ao contrário da geração dos meus pais e avós, onde a educação não era para todos, e onde não se podiam expressar devido à ditadura que se vivia.

Mas de volta ao assunto! Existia nas casas de alguns portugueses um objeto que me intrigava e ao mesmo tempo fascinava:

Tchan tchan tchan tchaaannnn: O bar da sala!

Para aqueles que nasceram no final dos anos 90 e não fazem ideia do que isto é, encontrei algumas fotos no google:

via aindasoudotempo.blogspot.pt

via aindasoudotempo.blogspot.pt

Muitos tamanhos e formas, para se “adequar” (ou não) a cada casa:

Este está à venda! Buy now!

Este está à venda! Buy now!

Estes dois exemplos representam a realidade portuguesa desta peça irónica de mobiliário: madeira escura e maciça, com solução para expor as garrafas de vinho do Porto, whiskey e bebidas diversas. Sempre acompanhados pelos copos de cristal da marca Cristal D’Arques (a marca do show off na altura), algumas vezes com um espelho atrás, uma área para colocar alguns bancos de apoio (para as visitas observarem o elaborar do cocktail), e muitas prateleiras, para todas as estatuetas das nossas mães, bem como para colocar os vasos com as flores de plástico e os cinzeiros das marcas das próprias bebidas, muitas vezes oferecidos no ato da compra nos supermercados.

Mas o bug do Milénio acabou com os bares (é uma teoria que eu tenho). E por isso deixámos de beber cocktails durante uns tempos e o vinho continuou a ser rei em Portugal, em qualquer mesa de refeição.

Mas agora, que voltamos a receber amigos em casa (acabou-se o dinheiro para as happy hours), e que existem 1000 receitas diferentes para fazer um gin, o bar voltou a ser uma necessidade! Na verdade, a tendência para os novos bares está muito ligada aos carrinhos móveis americanos dos anos 50/60:

via domino.com

via domino.com

Via blog

Via blog

Via

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Estes carrinhos são perfeitos para espaços pequenos ou para dar mobilidade ao bar (para aquelas noites quentes na varanda ou no terraço. Para lhe dar um look interessante, é muito importante investir na produção: como são organizados e colocados os diferentes elementos e utensílios, as embalagens da água tónica ou água com gás, coordenação de cores, e também (e o mais importante!), coloquem sempre um pouco da vossa personalidade no espaço!

Como tenho um petiz em casa com “aptidões exploratórias” bem desenvolvidas, não poderia nesta fase ter um carrinho destes, mas por isso criei o meu mini bar junto à zona de refeição. Agora que com a chegada do outono não estou a fazer germinações, encontrei uma nova função para a minha estufa. Na Primavera, basta substituir por um tabuleiro bonito e fazer uma nova “produção”, já com os copos certos, o shaker e tudo o que mereço: 

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