Eu e os carros

Temos uma relação amor-ódio. Gosto de carros pela perspectiva de liberdade que representam, pela forma como estão a mudar em termos de estilo e a adaptar-se cada vez mais às necessidades das mulheres (não, profissionais de marketing do ramo automóvel, não basta pintar o carro de cor de rosa que fica feminino).

Mas não gosto de embraiagens. Não gosto de pontos mortos. Não gosto de óleos, motores e revisões. Não gosto de outros carros na estrada comigo (o que é difícil de evitar), não gosto de “chicos espertos” que me ultrapassam quase que raspando a tinta do meu Smart (e não, quando isso acontece não estou a engonhar na faixa da esquerda ou do meio – no trânsito sou essencialmente a favor da direita). Não gosto da combinação chuva e conduzir. Ou muito calor e conduzir (não tenho ar condicionado). Ou vento e conduzir (já disse, é um Smart…às vezes parece que vai levantar voo e atravessar o Tejo com rota a Madrid). Ou essencialmente conduzir.

Tirei a carta na Escola de Condução Triunfo, mas dizem as más línguas que deve ter sido na Farinha Amparo. As mesmas más línguas dizem que estão a brincar e que sou uma excelente condutora, só tenho de perder o medo, de conduzir mais e com o tempo vou-me transformar numa campeã do asfalto:

In The Italian Job

In The Italian Job

Mas enquanto não sou como a Charlize (sou um pouco mais como a Miss Daisy), e como no Smart já não cabe a família de 2 e meio que somos agora, seria importante trocar de carro um dia destes. Ora que a pesquisa de carros de uma mulher do meu perfil não passa por saber quantos cavalos tem, mas essencialmente se é funcional, acessível e podre de giro. No meu caso particular, tem de ser com caixa automática (sim, eu sei, sou uma pessoa estranha), e pequenino (gosto de conseguir ver onde é que o carro começa e onde acaba).

Tendo em conta estes critérios, não tenho muitas opções. Mas as que existem são boas:

Mii by Mango

Não é o Mii “normal” da Seat, mas a edição especial da Mango. Carro pequenino mas funcional, design simples mas não passa despercebido, interiores mais desportivos e cool, e a grande mariquice (mas essencial) que é um suporte para colocar a mala (ou carteira, dependendo do grau de chiqueza de quem me lê). Opção caixa automática, disponível também com 5 portas. Pena ser só a gasolina, mas como não percebo nada disso (só ouço falar que gasóleo é melhor e mais barato e não precisa explodir e a faísca e mais não sei o quê…), parece-me uma boa opção!

Fiat 500

E depois há o Fiat 500. Uma inspiração dos tempos em que haviam menos carros (teria sido a minha época certamente), onde as viagens de carro eram mais glamorosas, onde quase será pecado agarrar neste carro sem ter um lenço de seda ou um turbante à volta da cabeça:

Via apostrophe9

Via apostrophe9

E depois também há o Mini Cooper:

E como já tivemos um Cooper S, as saudades que o piloto cá de casa tem são mais que muitas. Não há budget para o S, nem para o básico, mas não deixa de ser um carro cheio de estilo.

E depois existem os Up!, o Ypsilon, e outros tantos. Alguns destes já não obedecem a alguns critérios, mas são francamente mais acessíveis. E depois temos o carro da Google, que não se conduz. Ele leva-nos para onde queremos. Eu sei que é uma facada no coração para os apaixonados da condução (quase que criava um problema conjugal), mas eu aderia já à moda do futuro…

 

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