O frio e os elefantes

O frio congela-me o cérebro e depois tenho raciocínios/pensamentos deste tipo. Esta foi a pérola do dia:

A teoria: A raça humana é muito parecida com a dos elefantes. A wikipédia esclarece: “Os machos adolescentes tendem a viver em pequenos bandos e os machos adultos isolados, encontrando-se com as fêmeas apenas no período reprodutivo.” Reconhecem isto de algum lado? “Pesam entre 4 e 6 toneladas…” o que é quase o meu peso depois do Natal.

Só não fomos espertos com a gestação. As nossas crias deviam também nascer com 23 meses: quando as crianças nasciam, já não haviam cólicas, comer de 3 em 3 horas, dormir de 2 em duas (ou 30 minutos de 2 em 2h…). Parto por cesariana, claro!

Agora fora de brincadeira, está TÃO MAIS FÁCIL agora com dois anos e meio. Não digo que seja sempre fácil, existem sempre desafios, apanhamos muitos sustos, as noites não são sempre seguidas, o cansaço é crónico, a tosse nunca mais passa, as idas ao hospital são sempre aquele filme, mas agora:

Conversamos, cantamos e dançamos juntos (provavelmente as 3 coisas que mais gosto de fazer no mundo). Olhamos para o céu para ver a lua, aponta para o céu, e canta o Brilha, brilha a estrelinha. Diz-me o que pensa sobre as coisas. De uma forma bruta como um diamante, porque sei que as nossas conversas vão melhorar dia após dia. Sopramos a espuma do banho enquanto afunda o submarino amarelo com o pequeno Cousteau lá dentro. Digo a oração do anjo da guarda e ele responde: Amen. Fala com um grande amor nos olhos e um sorriso nos lábios da “madina” Vera e do “padino” Hugo (quando antes fugia a sete pés de qualquer ser humano fora da família nuclear que lhe dirigisse a palavra). 

Não digo que o que está para trás não foi bom. Teve momentos de uma beleza pura. Quando nasceu, a médica agarrou-o nos braços e dançou com ele ao som do “Tous les garçons…” da Françoise Hardy, que começou a tocar na sala de parto. E esta memória meus amigos, não está nos álbuns das fotos que ainda não terminei, nem nos primeiros cabelos que não guardei, nem nos dentes de leite que quando caírem, não faço intenção de guardar (a não ser que volte a moda do fio de ouro ou dos brincos com dentes de leite cariados). Está registada nesta memória humana. Às vezes de peixe nas coisas menos importantes, outras vezes de elefante, porque tenho em crer que um dia se a vida me passar pelos olhos como um filme, estas vão ser as imagens em alta resolução.

E diz que amanhã já chove, por isso, talvez amanhã a próxima teoria seja melhor.

 

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