Nunca tive umas Levi’s

Cresci a ver adolescentes com enchumaços nos ombros e umas Levi’s 501. Quando não eram estas, eram as Uniform. 

Mas isso nunca me entristeceu. Tive tudo aquilo que precisei de acordo com aquilo que os meus pais me podiam dar. Por isso, quando penso em dar coisas ao meu filho que já implicam nadar sem pé (e eu não sei nadar), lembro-me sempre que não tive as Levy’s mas podia ter tido umas Unijorn da feira (a Primark dos anos 80/90) se quisesse. E o quanto me fez bem ouvir um “não pode ser” de vez em quando. E quanto valorizei ter tido umas Chevignon de quadrados cor de rosa e azul com 15 anos (eram os anos 90). E o quanto fiquei feliz com a minha primeira roupa da Mango (a imitar a Natalie Imbruglia neste clip) aos 16 anos.

E hoje continuo sem Levi’s, porque continuo a gostar de um bom negócio, e preferir com esse dinheiro comprar dois pares de calças da Zara. Mas não posso deixar de admitir (por dever de profissão) que a marca está a conseguir reinventar-se e a aproximar-se da geração que nunca lhe conseguiu chegar e da que nunca a viu como relevante.

   
   

 

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