Mommy blog

Para quem me segue (aquelas duas colegas de trabalho e aqueles 3 habitantes da América Latina), pode ser um pouco cansativo o facto de, nos últimos tempos, me ter focado bastante na temática dos filhos nos meus posts. Mas é de facto difícil contornar este tópico se o objetivo desta casa é o de partilhar os meus devaneios e pensamentos. E muitos dos meus devaneios nesta fase, incluem crianças, desculpem!

Hoje só posso falar deste tema. Ser mãe é de facto um papel com uma dimensão elevada ao de super mulher, daquelas de capa vermelha, saltos altos e corpete bem apertado para esconder todas as marcas das gravidezes e respectiva celulite.

É muito duro quando os nossos filhos precisam de nós e não estamos lá. Hoje foi um dia assim. Começou de manhã, com o pedido de lhe dar a mão e ficar ali, na meiguice, no mimo, sem pressas (excepto aquela parte em que tive de retirar a mão e sair de casa). Depois chorou por mim, entre febre e saudades. E eu não estava lá.

E às vezes não é só a distância. Ter um bebé na barriga é de facto algo mágico e inexplicável. Já passaram 34 semanas e mesmo sendo a segunda gravidez, muitas vezes me esqueço que tenho um bebé na barriga. Tenho um abdómen extremamente alargado e pesado, sem dúvida! Mas um bebé? Um ser vivo que se desenvolve a cada dia? Que se mexe, que ouve aquilo que eu digo (em modo bilíngue – será que já vem a falar inglês?), que aprende todos os dias coisas novas e explora já um mundo que o prepara para este que vivemos…

Hoje, em mais um dia intenso, apercebi-me por volta das 17h que não me lembrava de o ter sentido mexer todo o dia. Estive distraída e nem me apercebi? Não mexeu mesmo? Está tudo bem? Devo sair desta reunião e correr para o hospital mais próximo?

Relaxo. Vai correr tudo bem. Chego a casa e depois de jantar e de me deitar no sofá, nada como começar a sentir uns pezinhos nas minhas costelas, umas mãozinhas a tentar passar a minha barriga, para que tudo volte ao normal. Ufffffff! E depois só fica o sentimento de culpa por não ter pensado neles como gostaria. 

Pois, de facto existem mães imperfeitas. São poucas, claro. Porque as mães perfeitas destacam-se aos molhos: as que vão a todas as reuniões de pais, as que podem pagar as melhores escolas, as que vão buscar os filhos à escola a partir das 16h, as que sabem sempre o que vai ser o jantar (e vai ser perfeito), as que reviram os olhos às imperfeitas que não se chateiam nada com cesarianas programadas e que não pensam ter partos em casa, ou em banheiras, ou com bolas de Pilates em nome do equilíbrio dos seus filhos. 

A todas as mães imperfeitas (aquelas 2 colegas de trabalho e as 3 habitantes da América Latina) lembrem-se que:

1. O amor vence tudo. A distância magoa mas o amor regenera mais que qualquer concentrado de Q10;

2. Nós também somos filhos e sabemos dar valor a todos os esforços que os nossos pais fizeram para que pudéssemos um dia ter a capacidade de voar mais alto;

3. Somos super mulheres mas também somos pessoas. Podemos ter uma carreira profissional. Podemos deixar os nossos filhos por duas horas para cortar o cabelo. Podemos (tentar) esconder-nos na casa de banho para termos 10 minutos só para nós. Podemos sonhar com férias paradisíacas sozinhas quando eles estão ao nosso colo, febris e cheios de ranho para aspirar. Podemos dedicar-nos com toda a alma ao nosso trabalho num dia e no outro só a eles. Tudo isto sem culpas. 

4. Vai correr tudo bem.

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