Quase 3 meses

Suficientes para:

Perceber que é possível amar incondicionalmente mais do que um ser humano (na verdade bastou um dia, ou uns segundos). 

Confirmar que amar dois seres humanos incondicionalmente já é suficiente e agora quero muito continuar a amar outras coisas: o meu marido, viagens pelo mundo, o meu trabalho, os meus amigos… por isso a piadola que à terceira vai ser uma menina não pega, ok?

Andar descabelada e de pijama todos os dias. Já cortei o cabelo, e consigo usar a prancha sem espelho. Pijama permanece, mas quando saio à rua, tem dias que podia ir receber um Óscar!

Queimar todos os livros de técnicas para o bebé dormir, mamar, não chorar e outras mil outras questões. Os bebés não são máquinas e não reagem todos da mesma maneira às mesmas coisas. Libertar-nos das regras, deixar de achar que o nosso bebé não é como os outros e construir a nossa rotina a dois é a forma de nos encontrarmos um ao outro.

Não aceitar um Não como resposta. Se o instinto nos diz que há algo que não está bem, então vamos lá procurar quem nos ajude a confirmar e resolver. 

Deixar de sofrer o bullying das outras mães: daquelas que acham pavoroso dar chucha aos bebés, que se benzem se virem um biberão, que nos dizem que nunca vamos saber o que é ser mãe porque não fizemos um parto natural. Senhoras, pratiquem mais sexo e não chateiem a restante comunidade.

Conhecer o teu cheiro (normalmente a azedo), saber como te posso fazer sorrir, saber que agora ainda posso escolher a tua roupa, mas quando tiveres 4 anos (ou menos) sempre que sair à rua vai parecer que saiste do circo. Olhar para ti e ver que és parte de mim e que eu ainda sou uma grande parte de ti.

Lembrar-me dos momentos bons e menos bons da gravidez e saber que estiveste sempre comigo.

Saber que fiz a escolha certa quando vejo os manos a sorrirem um para o outro.

Descobrir quem sente a nossa falta e quem fica feliz por nos ver bem longe (e o quanto é bom sentir que a primeira é cada vez mais importante que a segunda e que a segunda é só uma forma de dar ainda mais valor à primeira)

Entender que o verão passou sem me ter apercebido disso. Não senti calor porque não saí de casa em horários de elevada radiação solar, não comprei (muita) roupa nos saldos porque ainda há 6 ou 7 kgs para fazer desaparecer e na única vez que fui à praia, escolhi o dia mais frio do verão e por pouco não ficava vestida até aos pés no areal. Que venham mais verões e que sejam memoráveis.

Saber que fiz a escolha errada em escrever este texto à uma e meia da manhã, quando daqui a umas horas vais começar a dar sinal de que tens fome. E amanhã é que vão ser elas. Ou eles (neste caso).

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