Tão simples como ABC

É impressão minha, ou andamos todos a achar que vivemos em constante procura da felicidade, a sentir-nos frustrados pelos poucos (ou nenhuns) momentos de prazer que temos, a tentar usufruir as “pequenas coisas” (porque nos dizem que assim nos sentimos mais completos), mas, na verdade, andamos todos em constante modo “zombie”, de anulação de sentimentos, de comunicação, de preocupação, de ligação com o que está à nossa volta?

Se calhar é mesmo impressão minha, mas custa-me ver quem prefere não sentir para não doer. Quem prefere pensar mal do outro para não criar expectativas demasiado elevadas. Quem prefere não falar, porque no final tudo se resolve e falar às vezes só piora as coisas. Ou quem se despreocupa de tudo e de todos, das obrigações, da boa necessidade de sermos pessoas melhores dia após dia, da honestidade, daquilo que a vida está pronta para nos dar e simplesmente preferimos não receber.

Ontem lia um artigo, creio que do Huffington Post, que falava de um casal, que após 6 semanas de casados, um certo dia apanharam um taxi e o taxista lhes deu a maior lição/solução/verdade para o seu casamento e para as suas vidas.

Ele dizia que os casais que querem manter o seu casamento devem fazer algo juntos frequentemente e serem criativos, para manterem a sua ligação. Sabemos todos que mesmo casados somos pessoas, e todas as pessoas crescem e muitas vezes evoluem aparentemente para caminhos opostos. Mas se houver algo que mexa connosco e nos faça reconectar, redescobrir e acima de tudo, continuar a divertir em conjunto, essa pode ser a chave para uma ligação duradoura.

E o que é que este taxista sugeria? “Devem cantar juntos todas as semanas. Brinquem um com o outro e permanecerão juntos”. Parece cansativo, às vezes idiota, outras vezes extremamente sem gosto e rotineiro. Mas na verdade, se pensarmos bem (e abandonarmos as ideias preconcebidas de que o casamento se faz com longas caminhadas na praia, partilha e comunicação perfeitas e permanentes, sem horários, sem obrigações), esta ideia, aparentemente parva, tem um pequeno golpe de genialidade pelo meio.

Este casal decidiu então fazer este teste. E escolheram a música mais impensável para o efeito: a música do abecedário (aquela em inglês que ouvíamos na Rua Sésamo). Todos os sábados de manhã, estivesse sol ou chuva, tivesse um deles de se levantar cedo e outro não, cantavam a música do abecedário. Às vezes de forma animada, onde exageravam na melodia, ou de forma mais rotineira, mas assumiram que o iriam fazer e cedo perceberam o quanto isso os unia. Porque em todas estas manhãs, estivessem juntos ou separados, de bem com a vida ou aborrecidos com isto tudo, faziam algo absurdamente divertido. Juntos.

Esta sugestão, a meu ver, é válida para casais, mas também para todas as relações que estabelecemos na nossa vida diária. Filhos. Amigos. Colegas de trabalho. Conseguem imaginar os efeitos na vossa vida? Na vossa “felicidade”?

Alguém por aí com vontade de começar a cantar o abecedário? Aceitam-se sugestões para outras músicas opcionais 🙂

 

 

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